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terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Vive La Fête tour brazil 2010
O duo belga de electropop Vive La Fête fará quatro shows no Brasil em agosto, segundo informou a assessoria de imprensa brasileira da banda. As datas já estão confirmadas site oficial do grupo.
A quarta turnê da dupla pelo país começa em Belo Horizonte (4, Roxy), passando por São Paulo (5, Comitê Club) e Porto Alegre (6 e 7, Sociedade Hebraica). A última vez que estiveram no Brasil foi em 2008, para divulgar o disco Jour De Chance, lançado em 2007.
Desta vez, o guitarrista Danny Mommense e a vocalista Els Pynoo vêm com sua banda de apoio para comemorar dez anos de estrada e divulgar o mais recente álbum, Disque D'OR, lançado em 2009, que conta com faixas como "Petit Colibri", "Näive", "Everybody Hates Me", "Elsangel", entre outras.
Vive La Fête no Brasil
Belo Horizonte
4 de agosto, às 23h
Roxy: Rua Antônio de Albuquerque, 729, Savassi
São Paulo
5 de agosto, às 22h
Comitê Club: Rua Augusta, 609, Bela Vista
Porto Alegre
6 e 7 de agosto, às 21h
Sociedade Hebraica: João Telles, 508
Todas as novidade no twitter oficial da turnê! @vivelafete2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Every Day
Projeto Salamandra - Every Day . TW
fotografia: Fernanda Echuya
edição: Cristiano Feitosa
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
GERALD THOMAS - Um período de silêncio para um retorno cheio de inquietações!
Escrevi sobre o Manifesto de Gerald Thomas e lá eu dizia exatamente sobre esta passagem (tempo/espaço) que os artistas necessitam em suas vidas, é uma verdadeira alegria essa notícia, não pelo simples fato de um artista voltar a fazer sua obra, mas por que cada obra tem um valor na vida das pessoas, a arte é agente mutante e transformador, a obra de Gerald faz isso com as pessoas, é notável como o belo e o grotesco em suas obras caminham juntos, e asssim entre platéia e admiradores da sua obra, está sua criação!
Na entrevista ao qual o jornalista afirma a volta dos que não foram, eu fiquei pensando... foi para onde?
Gerald na minha opinião estava engasgado com algo e isso precisava descer e ser digerido. Digerir significa parar de comer e sentir tudo sendo esmagado, triturado e por fim... Merda!!!!
Acompanhar o blog e os textos me fazem conhecer um pouco da produção e dá uma vontade de ver de perto tudo acontecer, mas claro que esse trabalho se vier para o Brasil, o Projeto Salamandra não poderá perder!
breve estréia com tempo marcado!
Nove meses depois de anunciar que abandonara o teatro, o diretor recria, em Londres, a sua companhia;
estréia é em outubro
estréia é em outubro
Estrevista a Arnaldo Bloch
Frames reproduzidos de filmagem em igreja londrina
Parecia coisa de futebol, mas sem direito a despedida em grande arena (apesar de as arenas estarem tanto para as artes cênicas quanto para os esportes): em setembro do ano passado, Gerald Thomas dizia adeus ao teatro numa longa carta em seu blog, com um título igualmente longo (“Manifesto/Minha Independência ou Morte - Tudo a Declarar - It’s a Long Good Bye”).
Num mundo interconectado onde, a seu ver, a cultura, a História e a arte de transformar que ele conhecera se perdem em frivolidades, Gerald preferia partir para outra a render-se ao iTheatre. Eis que, nove meses depois, como sói entre atletas arrependidos, o diretor volta, na moita, aos palcos, recriando em Londres — território onde pouco trabalhou — sua Dry Opera Company (Companhia da Ópera Seca). Nesta entrevista, direto de Nova York, mais novidades. O GLOBO: O que o fez mudar de ideia tão rápido?
GERALD: Conversei com amigos, dentre eles Philip Glass, e percebi que mesmo esses momentos de se sentir um zero à esquerda faziam parte do que somos. Mas sair é uma coisa: sai-se por esgotamento, como foi o caso em setembro do ano passado. Olhei para minha vida e meu trabalho, e não Gostei do que vi. Entrar de novo é mais parecido com ter que pedir licença para viver. Comecei a construir o caminho de volta pela Inglaterra da minha adolescência, onde casei as três primeiras vezes e criei um filho, mas que não me conhecia bem e com a qual tenho uma relação de amor e ódio.
GERALD: Conversei com amigos, dentre eles Philip Glass, e percebi que mesmo esses momentos de se sentir um zero à esquerda faziam parte do que somos. Mas sair é uma coisa: sai-se por esgotamento, como foi o caso em setembro do ano passado. Olhei para minha vida e meu trabalho, e não Gostei do que vi. Entrar de novo é mais parecido com ter que pedir licença para viver. Comecei a construir o caminho de volta pela Inglaterra da minha adolescência, onde casei as três primeiras vezes e criei um filho, mas que não me conhecia bem e com a qual tenho uma relação de amor e ódio.
O GLOBO: Da ida à volta, foi exatamente o tempo de um parto.
GERALD: Um parto de quíntuplos, porque é duro parir uma identidade em vez de uma peça. Você redescobre sua obra inteira e a enxerga como se estivesse vendo algo de um estranho. Não reconhece nada. Olha tudo aquilo justamente como as pessoas que diziam que não entendiam o teatro de Gerald Thomas. Ao renascer, vou me expondo a esse povo todo em Londres sem saber o que está pela frente...
GERALD: Um parto de quíntuplos, porque é duro parir uma identidade em vez de uma peça. Você redescobre sua obra inteira e a enxerga como se estivesse vendo algo de um estranho. Não reconhece nada. Olha tudo aquilo justamente como as pessoas que diziam que não entendiam o teatro de Gerald Thomas. Ao renascer, vou me expondo a esse povo todo em Londres sem saber o que está pela frente...
O GLOBO: Como tem sido o processo de seleção e quando pretende estrear? Já existe o embrião de um primeiro texto?
GERALD: Vi perto de 600 atores em uma semana. Aproveitei um monte. Vamos ver quem resiste ao workshop em agosto
para a estreia em outubro. Vou desenvolver textos para pessoas como o Kevin, um extraordinário ator, a Maria de Lima, portuguesa com sotaque londrino, ou Dan, com aquela cara de judeu que deixa claro de onde viemos e que vamos para a lama. Estou brincando com o título Cain Unable: foneticamente soa como Cain and Abel, os dois irmãos bíblicos, mas quer dizer Caim incapacitado. Os atores ingleses têm uma incrível energia. Podem não ter muita cultura, e isso me impressionou: a grande maioria não sabia quem era Samuel Beckett ou Richard Wagner, nem definir homo sapiens. Mas aqui em Nova York a atmosfera do East Village e do teatro de onde venho está cansada. O establishment venceu mesmo! Quase não há resistência... Já no teatro britânico existe uma longa história de agitprop theater, ou seja, o teatro do opositor.
GERALD: Vi perto de 600 atores em uma semana. Aproveitei um monte. Vamos ver quem resiste ao workshop em agosto
para a estreia em outubro. Vou desenvolver textos para pessoas como o Kevin, um extraordinário ator, a Maria de Lima, portuguesa com sotaque londrino, ou Dan, com aquela cara de judeu que deixa claro de onde viemos e que vamos para a lama. Estou brincando com o título Cain Unable: foneticamente soa como Cain and Abel, os dois irmãos bíblicos, mas quer dizer Caim incapacitado. Os atores ingleses têm uma incrível energia. Podem não ter muita cultura, e isso me impressionou: a grande maioria não sabia quem era Samuel Beckett ou Richard Wagner, nem definir homo sapiens. Mas aqui em Nova York a atmosfera do East Village e do teatro de onde venho está cansada. O establishment venceu mesmo! Quase não há resistência... Já no teatro britânico existe uma longa história de agitprop theater, ou seja, o teatro do opositor.
O GLOBO: Em setembro você dizia não estar pronto para o iTheatre. A nova companhia incluirá o meio digital?
GERALD: Sim. O próprio material dos testes já está disponível em Vimeo (melhor que YouTube porque comporta uma hora ou mais). Mas iTheater se ri a migrar para o território virtual. Isso, não! Porém, ter um departamento de mídias, incluindo a tecnologia G4, sim, com prazer.
GERALD: Sim. O próprio material dos testes já está disponível em Vimeo (melhor que YouTube porque comporta uma hora ou mais). Mas iTheater se ri a migrar para o território virtual. Isso, não! Porém, ter um departamento de mídias, incluindo a tecnologia G4, sim, com prazer.
O GLOBO: Você vai se transferir de NY para Londres? Está casado?
GERALD: Desde dezembro passado estou nessa ponte NY-LON: acho que não consigo me desgrudar mais dessas calçadas. Casei de novo, sim, mas não estou a fim de dizer com quem nem dar detalhes.
GERALD: Desde dezembro passado estou nessa ponte NY-LON: acho que não consigo me desgrudar mais dessas calçadas. Casei de novo, sim, mas não estou a fim de dizer com quem nem dar detalhes.
O GLOBO: Como estão os outros projetos? Cinema e o livro “Suicide note”...
GERALD: Fiz um ensaio, que está no meu videolog, intitulado “Book”. Não é cinema, não é teatro, mas sim uma narrativa, um fio condutor de imagens e ideias que irão pontuar o filme cujo título será “Copywriter” (ideia de Claudio Martins), já que o original, “Ghost writer”, foi literalmente roubado pelo Polanski. Tem gente captando em vários lugares, inclusive no Brasil. Será uma espécie de thriller, inteiramente em película.
GERALD: Fiz um ensaio, que está no meu videolog, intitulado “Book”. Não é cinema, não é teatro, mas sim uma narrativa, um fio condutor de imagens e ideias que irão pontuar o filme cujo título será “Copywriter” (ideia de Claudio Martins), já que o original, “Ghost writer”, foi literalmente roubado pelo Polanski. Tem gente captando em vários lugares, inclusive no Brasil. Será uma espécie de thriller, inteiramente em película.
O GLOBO: Um de seus últimos trabalhos no Brasil foi sobre sua mãe, que falecera. Como andam seus diálogos com ela?
GERALD: Nossa, você instalou microfones aqui em casa? Tenho pensado muito, muito nela. Em como não consegui lidar direito com os últimos anos. E que a coisa teve que se resumir numa peça, através da qual tentei pedir perdão.
O GLOBO: Pelo quê?
GERALD: Falhei em tudo. Não estive lá quando ela mais precisou de mim. Coloquei-a num asilo e achei que estava o.k. Não, não estava.
GERALD: Falhei em tudo. Não estive lá quando ela mais precisou de mim. Coloquei-a num asilo e achei que estava o.k. Não, não estava.
O GLOBO: Você assistiu à Copa?
GERALD: Claro. Fiquei muitíssimo triste com a saída do Brasil. Quase morro.
GERALD: Claro. Fiquei muitíssimo triste com a saída do Brasil. Quase morro.
O GLOBO: E quando você passa por aqui?
GERALD: Nunca excluo o Brasil. Mas, se eu for esperar um convite, fico sentado e viro estátua de sal.
PS: esta tudo aí!!! Londres amor! Londres!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
o Inflamável - CIA SATÉLITE!
A Cia Satélite - fundada pelo ator e dramaturgo Dionísio Neto - realizou ontem (16/07) uma festa para comemorar 15 anos de jornada artística, onde o dress code era baile de máscara. Após receber o convite do amigo Benjamin Gadagnotto arrumamos nossos apetrechos e partimos para o memorável cabaré Inflamável conferir toda alegria da companhia!
O ator Dionísio Neto dirigido por Lucia Segall fez uma leitura do texto inédito DESAMOR de Walcyr Carrasco que estava presente no cabaré. Na festa aconteceu de tudo: apresentações incríveis, leitura dramática e uma bela exposição fotográfica! O cabaré Inflamável ficou pequeno quando a grande valsa tocou a meia-noite e todos os mascarados tomaram a pista principal!
Aconteceu um pocket show da performer Claudia Wonder e a pista ficou animada até altas horas ;)
Parabéns Satelitianas!
PS: certa vez uma festa no Inflamável realmente pegou fogo!! E nós estávamos lá e não perdemos a oportunidade de tirar uma foto com o caminhão do corpo de bombeiros - ninguém ficou ferido!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
ON_OFF - experiências em live image
Começou ontem a sexta edição do ON_OFF: Experiências em Live Image - que traz performances, vídeos e debates sobre live image. Unindo o universo audiovisual à performance ao vivo, o live image possibilita por infinitos meios - com softwares de edição - a criação de um identidade própria no discurso entre imagem e som.
Na chuvosa noite de terça-feira (13/07) aconteceu o coquetel de abertura no Itaú Cultural somente para convidados. O inglês Scanner abriu as atividades com a performance 52 Spaces que uniu elementos visuais do filme O Eclipse (1962), de Michelangelo Antonioni com sons captados na cidade de Roma.
Scanner elaborou composições utilizando sensores, teremim digital (foi o que me pareceu) e associou sons de Roma com as clássicas imagens de Antonioni, imagens estas que foram dilatadas no tempo, criando uma sensação ainda maior de contemplação. Além da relação com o áudio que além de criar um ambiente de ruídos, era gerada por movimentos suaves da mão do artista.
Scanner elaborou composições utilizando sensores, teremim digital (foi o que me pareceu) e associou sons de Roma com as clássicas imagens de Antonioni, imagens estas que foram dilatadas no tempo, criando uma sensação ainda maior de contemplação. Além da relação com o áudio que além de criar um ambiente de ruídos, era gerada por movimentos suaves da mão do artista.
Durante o coquetel DJ Pedro tomou conta das pickups.
Fica a dica para os interessados em pesquisar e estudar sobre Live Image, vjing e performance: essa semana será animada com oficinas e debates! Confira aqui!
Fotos: Guilherme Godoy
Agradecimentos: Fernanda Vinhas
terça-feira, 13 de julho de 2010
Festival de Cinema Latino Americano
Ontem (12/07) rolou a Cerimônia de Abertura do 5º Festival de Cinema Latino Americano em São Paulo. Pontualmente 21h a mestre de cerimônias adentrou o suntuoso palco e iniciou os trabalhos de apresentar e agradecer uma infinita lista de diretores, patrocinadores etc.
Após inflamáveis discursos dos organizadores e representantes do governo começou a projeção do filme: "Água Fria do Mar" - de Paz Fábrega - que como o nome diz jogou realmente "água fria" nos espectadores famintos por uma película digna de uma estréia de festival e que não animou muito os presentes. O filme escolhido para a abertura não atingiu as expectativas.. mas teve muita gente que gostou também!! Lembramos durante a confraternização da abertura do ano passado que foi exibido La Teta Assustada da diretora Claudia Llosa que fez a platéia aplaudir emocionada..
Continuando.. o local escolhido para sediar o festival não poderia ser outro - o Memorial da América Latina - que infelizmente fica esvaziado de ações/ocupação boa parte do ano. Um lugar imenso no meio da cidade de São Paulo que não se desenrola e não propaga, não ocupa-se..
Finalmente chegamos ao grande coquetel que finalizou a noite em grande estilo. Todos os presentes confraternizaram e celebraram mais um Festival de Cinema Latino Americano que já garante espaço na agenda cultural da cidade de São Paulo!
Os cinéfilos agradecem!
Fotos: Fernanda Echuya
domingo, 11 de julho de 2010
Romance Andante
Imagens do Projeto Salamandra em ações performáticas, realizadas no centro da cidade de São Paulo (Vale do Anhangabaú, Teatro Municipal e Viaduto do Chá) e no evento de música eletrônica Respect Arte e Cultura no ano de 2008.
O tempo e a movimentação se orientalizando em meio ao caos ocidental.
O Ver Vermelho Vertéria da Flor Adriane Gomes
Performer: Adriane Gomes
Fotografia: Fernanda Echuya
Edição: Cristiano Feitosa
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Jogos de Assoprar
Cia da Insônia apresenta: Jogos de Assoprar
O que podemos fazer quando todas as coisas parecem não acontecer conforme esperávamos? E o que esperar quando as coisas todas que podemos fazer parecem não acontecer? Através de uma sucessão de construções imagético-performáticas, Jogos de Assoprar propõe aos nossos sentidos diferentes versões do que seriam o sucesso e o fracasso: Beckett relido (pelas lentes da micropolítica), um desfile de pequenas-grandes tragédias, um final com sabor de delicadeza.
Quando ? 28 de junho, às 21h
Onde? Teatro do SESI Vila Leopoldina - Rua Carlos Weber, 835 - Vila Leopoldina, São Paulo/SP.
Quanto ? Entrada Gratuita - retirar ingressos a partir das 20hs.
Direção e dramaturgia: Thaíse Nardim
Elenco: Anna Kuhl, Nádia Stevanato e Guilherme Andere
Assistência de direção: Maurício Zattoni
Produção: Anna Kuhl e Yasmim Bidim
Identidade Visual: Laura Teixeira
A Cia da Insônia é um grupo de teatro formado por artistas de São Carlos que realiza um trabalho dramatúrgico através de colaboração. O primeiro trabalho do grupo surgiu da pesquisa sobre a experiência do dormir, de não dormir, do sonhar e do despertar, que resultou na peça "Sessão Insônia 1 - A Santa", construída por improvisações em torno de uma menina que sonha que é santa e vê sua pureza entrar em conflito com suas características humanas. Em seguida, o grupo construiu uma instalação com performances materializando esta pesquisa na obra "Imaginário da Insônia", contemplada pelo 1° Edital Contato Universitário e apresentada durante o 3° CONTATO Festival Multimídia, em outubro de 2009.
http://twitter.com/
segunda-feira, 21 de junho de 2010
VII Semana de Artes do Corpo - PUCSP
Essa semana começa a VII Semana de Artes do Corpo na PUCSP!
A semana é recheada de cenas, performances, danças, palestras e discussões, tudo isso com o intuito de abrir horizontes, criar um espaço onde os alunos podem compartilhar criações e idéias.
Esta semana também conta com a participação de alunos e professores convidados de outras instituições.
Local: TUCA - Pucsp
Mais infos: www.comunicacaoeartesdocorpo.net
domingo, 13 de junho de 2010
Senkrecht Vertical - Projeto Salamandra
Projeto Final de Performance do Curso de Comunicação das Artes do Corpo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP - Projeto Salamandra - 2008.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Instituto Sérgio Motta - 10 anos
Festival HTTPpix: inscrições até 14 de junho
As inscrições do HTTPpix encerram-se na próxima segunda-feira (14/6). O HTTPpix é um festival de fotografia on-line. Para participar, envie até 6 fotos em que você apareça com as marcas mais presentes no seu cotidiano. O Festival acontece no Flickr e está aberto a participantes de todo o país, sem limite de idade. Três finalistas ganharão prêmios de R$ 1.500,00 cada. O HTTPpix faz parte das ações do Instituto Sergio Motta na Internet, que conta ainda com os Festivais HTTPvideo e HTTPsom. Inscreva-se / Acompanhe o Blog do Festival / Veja as fotos que já estão concorrendo
terça-feira, 8 de junho de 2010
Artistas Contemporâneos e Visionários, uma relação entre as obras de Gerald Thomas e Alex Grey .



Acaso? Destino? Ou alguns artistas são mesmo visionários?
Hoje Gerald Thomas colocou em seu blog o seguinte texto:
"Visionary? Unfortunately. Gulf of Mexico, beyond belief !!!!
I painted those OIL spitting (vomiting) dolphins in London in 2003.
Unfortunately, what we’re witnessing now has gone far beyond that. It’s catastrophic. Catastrophic and beyond proportions. But should we ALWAYS be amazed? Are these (so called) disasters not foreseeable? Really? Will we be taken by surprise when the NYSE and so on crash again? Or a new war begins somewhere? Are we doomed to being stupid?
Time for us to wake up, one day. Some day. Sunday. Sunday might be a good day."
--
Após ler o texto de Geral Thomas fiquei refletindo, pensar no mundo hoje, como os artistas estão vivendo? como suas obras interagem significativamente? então isso me fez pensar, sobre vários artistas inclusive na "Estamira" ela é a alma entre os dois ela é o controle remoto que demonstra o tamanho descaso do homem com o planeta terra, Estamira é a denuncia viva em carne aberta.
Mas pensando nos artistas contemporâneos, eu me lembrei do artista plástico Alex Grey que esteve no Brasil em 2007, Alex Grey é um dos grades anatômistas contemporâneos, que mora em NY e que a algumas décadas havia pintado a as torres gêmeas, prevendo a catástrofe de 2001 em sua pintura.
Apesar de ter citado dois artistas completamente diferentes, estou falando de dois artistas atuais, que estão vivendo e que já viram muitas mudanças acontecerem no mundo já que Alex Grey vive em nova york e Gerald Thomas, transita entre muitos países em que vive.
A capacidade de prever imagens futuras pode estar ligado ao fato de serem pessoas que estão preocupadas com o mundo e como vivemos neste mundo, e o que é importante para todos nós: A vida, a natureza.
Alex Grey pintou a natureza, destruída, e seus dois lados e suas possibilidades. Em sua tela, ele afirma, a visão das torres, com dois aviões apontados para ela, a representação do futuro trágico que veio a acontecer em 2001.
Gerald também pintou a natureza, e colocou a natureza gorfando o petróleo de cima de algo no mar, uma plataforma? (como é o que ele queria dizer quando o fez?) pode parecer estranho, mas para mim, os dois artistas cada um a seu tempo, e agora neste momento, estão tentando nos dizer algo, ao qual está presente, e possívelmente, isso é uma forma de denúncia antecipada da realidade.
O que mais me deixa assustada, é o fato de que ainda não percebemos nada sobre nós mesmos... e sobre o poder de prever aquilo que esta por vir!
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
O Bixo
Adriane Gomes . Uriel Maniglia . Guilherme Godoy . Cristiano Feitosa . Diego Ávila . Fernanda Echuya
O BIXO – Cristiano Feitosa [08ض08]
O que representa o corpo humano? Que bicho é esse que se movimenta pelo planeta terra? Que ambiente ele produz para vivenciar a sua experiência de vida? São apenas algumas perguntas de tantas outras que suscitaram em minha cabeça o no meu corpo inteiro de me ver envolvido na performance de Adriane Gomes chamada “O Bixo”.
Um corpo ainda envolto por um casulo que se recontorce no chão se rastejando e se guiando aparentemente pelo faro, é acompanhado por um aparato tecnológico: câmera, luz, dois projetores e um retro projetor, que projetam na terra improvisada ou em qualquer espaço do ambiente três imagens diferentes, uma projeção em tempo real da performance, outra já gravada e editada - uma espécie de acumulo de imagens da mesma performance (um rastro de apresentações) - e um retro projetor que lança imagens abstratas sobre o casulo que se movimenta e cobre todo o espaço deixado pelo balé das imagens; Um som orgânico toma conta de todo ar com referências em músicas ritualísticas indígenas.
Quando este corpo envolto por um casulo começa a transparecer e aos poucos vai saindo e se definindo como um corpo de mulher, nos leva a refletir a toda simbologia que está neste ato de transformação. Na natureza o casulo vem como um sacrifício de um bicho que rasteja e que enfrenta essa incubação para se transformar em uma coisa leve como, por exemplo, uma borboleta que depois deste momento de angústia pode voar, simbologia esta que reflete nos nove meses que antecede o nascimento humano e o processo de transformação que passa a mulher no período da gestação.
Portanto quando este corpo de mulher sai nu do casulo, se levanta e passa a andar e respirar com certa força acaba por nos remeter a nós mesmos: o que somos? Em que espécie animal nos transformamos? O que viemos fazer aqui? E todos os movimentos deste corpo que mesmo fora do casulo, ainda suspira algumas contrações, é cercado por todas as imagens projetadas provocando assim extensões de si mesmo, uma metáfora a critica de toda a tecnologia que inciste em nos representar e o mundo que nos cerca a cada instante, criando assim simulações em cima de simulações da referência da experiência única que é a vida, pois toda tecnologia vivenciada é fruto da ciência da tecnologia e razão e “O Bixo” se encontra no âmbito da filosofia da transmutação de valores instinto-emoção.
Quando este “Bixo” que é uma mulher nua
O que representa o corpo humano? Que bicho é esse que se movimenta pelo planeta terra? Que ambiente ele produz para vivenciar a sua experiência de vida? São apenas algumas perguntas de tantas outras que suscitaram em minha cabeça o no meu corpo inteiro de me ver envolvido na performance de Adriane Gomes chamada “O Bixo”.
Um corpo ainda envolto por um casulo que se recontorce no chão se rastejando e se guiando aparentemente pelo faro, é acompanhado por um aparato tecnológico: câmera, luz, dois projetores e um retro projetor, que projetam na terra improvisada ou em qualquer espaço do ambiente três imagens diferentes, uma projeção em tempo real da performance, outra já gravada e editada - uma espécie de acumulo de imagens da mesma performance (um rastro de apresentações) - e um retro projetor que lança imagens abstratas sobre o casulo que se movimenta e cobre todo o espaço deixado pelo balé das imagens; Um som orgânico toma conta de todo ar com referências em músicas ritualísticas indígenas.
Quando este corpo envolto por um casulo começa a transparecer e aos poucos vai saindo e se definindo como um corpo de mulher, nos leva a refletir a toda simbologia que está neste ato de transformação. Na natureza o casulo vem como um sacrifício de um bicho que rasteja e que enfrenta essa incubação para se transformar em uma coisa leve como, por exemplo, uma borboleta que depois deste momento de angústia pode voar, simbologia esta que reflete nos nove meses que antecede o nascimento humano e o processo de transformação que passa a mulher no período da gestação.

Portanto quando este corpo de mulher sai nu do casulo, se levanta e passa a andar e respirar com certa força acaba por nos remeter a nós mesmos: o que somos? Em que espécie animal nos transformamos? O que viemos fazer aqui? E todos os movimentos deste corpo que mesmo fora do casulo, ainda suspira algumas contrações, é cercado por todas as imagens projetadas provocando assim extensões de si mesmo, uma metáfora a critica de toda a tecnologia que inciste em nos representar e o mundo que nos cerca a cada instante, criando assim simulações em cima de simulações da referência da experiência única que é a vida, pois toda tecnologia vivenciada é fruto da ciência da tecnologia e razão e “O Bixo” se encontra no âmbito da filosofia da transmutação de valores instinto-emoção.
Quando este “Bixo” que é uma mulher nua
é refletido por todas as imagens saídas das projeções, aos poucos o espectador vai perdendo a referência de um corpo orgânico através de uma confusão de espectros que é produzido pelo mesmo corpo, sintetizado pelas maquinas de produzirem signos imagens, sua imagem filtrada e projetada ao vivo, a sua imagem já gravada em outro tempo espaço, a sua sombra diante da luz do projetor e por aí vai, elevando assim o conceito do “Bixo” até chegarmos ao bicho maior que é o próprio planeta terra, este ser orgânico multifacelado em vida suspenso no ar que vem sendo estrupado, maquinificado e robotizado pelo bicho homem que renega sua natureza criando um outro ambiente, um outro tempo, o tempo das máquinas na qual o corpo humano se vê preso e sujeito a sua lógica de funcionamento de toda esta
engrenagem do um mundo sintético.
O Bixo vem para levantar essa discussão, precisamos sair do casulo, porque agora mais do que nunca se tornou emergencial saber o quanto estas tecnologias estão condicionando as nossas experiências de vida e toda exuberância e eficiência da natureza, respeitando e dando continuidade ao ciclo de todas as formas de vida do Bixo Terra.
E ao final da performance tudo se apaga lentamente e este corpo agora caminha tranqüilo e ás vezes sim e outras não, cita um poema de Alberto Caeiro heterônimo de Fernando Pessoa: “O Guardador de Rebanhos” e sai juntando-se aos demais espectadores e de forma bem sutil. “O Bixo” sai de cena, deixando assim cada um com seus bixos pessoais indefinidos.
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