terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Instituto Sérgio Motta - 10 anos
As inscrições do HTTPpix encerram-se na próxima segunda-feira (14/6). O HTTPpix é um festival de fotografia on-line. Para participar, envie até 6 fotos em que você apareça com as marcas mais presentes no seu cotidiano. O Festival acontece no Flickr e está aberto a participantes de todo o país, sem limite de idade. Três finalistas ganharão prêmios de R$ 1.500,00 cada. O HTTPpix faz parte das ações do Instituto Sergio Motta na Internet, que conta ainda com os Festivais HTTPvideo e HTTPsom. Inscreva-se / Acompanhe o Blog do Festival / Veja as fotos que já estão concorrendo
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Projeto Salamandra - The Week International!
sábado, 18 de outubro de 2008
O BIXO
A maior parte de análise sobre uma possível evolução humana e sua capacidade de codificar as leis da natureza a fim de constituir uma cultura própria se deu através da sofisticação, do desenvolvimento e do avanço das habilidades de suas ferramentas. Ferramentas essas que passou a registrar todo o seu processo histórico e modificando também o espaço e tempo de seu habitar, na qual o homem se via cada vez mais condicionado ao seu uso, não podendo mais assim conceber o mundo sem o uso dessas suas extensões artificiais.
Os cincos sentidos humano de percepção passaram, portanto a interpretar e a imitar através de suas ferramentas as leis da natureza, interagindo cada vez mais no ambiente do planeta à medida que suas extensões ferramentais iam alcançando mais fundo na natureza, ia sendo filtrando assim a sua experiência de vida e o desenvolvimento de seu pensamento em função da razão e da sua lógica artificial do uso dessas ferramentas.
Assim cada época passou a desenvolver uma tecnologia específica, devido ao círculo vicioso de condicionamento que homem enfrentava para manter a sobrevivência de sua cultura e dar continuidade ao processo histórico de sua experiência de vida. Se analisarmos partindo desse ponto de vista, veremos que a tecnologia não sofre uma evolução de projeção linear de desenvolvimento e sim de uma adaptação para codificar os fenonêmo no caso aqui tanto naturais como humanos, criando assim um terreno fértil para dar continuidade ao condicionamento de aperfeiçoamento de sua engrenagem e por tabela manter sua força motora e criadora que nesse caso passa a ser o homem em seu perfeito domínio.
Então cabe aqui falar que quem evolui não é o homem e sim a sua tecnologia, suas extensões artificiais é quem abre campo de pesquisa e sensações do mundo que o cerca dirigindo os seus sentidos a explorar a vida através de artifícios e deduções racionais, é através da experiência tecnológica que o homem pauta a sua vida.
Esta inversão de valores já foi analisada por diversos teóricos no decorrer da história depois da revolução industrial na quais as ferramentas que o homem cercava passaram à cerca o homem e se transformaram em máquinas, constituindo assim um ambiente frio e insólito nas quais as teorias de Karl Max foram se desenvolvendo até sugerir várias reflexões sobre o processo de alienação que enfrentava o homem devido ao direcionamento e uso das ferramentas que depois do processo industrial se transformaria no processo chave da produção em larga escala e acúmulo de capital condenando a maior parte da humanidade a ter uma vida e trabalho subumano a ritmos mecânicos na qual se concentrou toda crítica ideológica do início do século XX.
Como toda experiência da vida humana passa a ser vivida, filtrada e produzida pelas máquinas, passa a ser alterado de vez o sentido da cultura e da comunicação e das ideologias humana, os detectores desde maquinário irão degustar de um poder incomparável a outras épocas, de difícil julgamento, já que eles servem também ao sistema de programação autônomo do desenvolvimento tecnológico que aponta sempre como solução entusiasta a resolver os problemas da humanidade.
Com a invenção da fotografia, cinema, rádio, televisão, vídeo imagens e computadores todo ambiente cultural humano passa a ser programado, calculado e abstraído pela força produtora industrial e econômica, Vilém Flusser e Mc Luhan em suas teorias já alertavam para as mutações sensoriais e a tendência da transfiguração do ambiente industrial pelo ambiente sintético total, a Era Digital.
O Homem aos poucos vai parando de criar através mundo com as matérias primas e secundárias que são transformadas pelas máquinas e passa a criar agora direto da esfera digital ligados a plugs e aparelhos que cada vez mais se aproxima de seu corpo na tendência de conectar de vez seu corpo orgânico a suas extensões sintéticas, todos os seus sentidos, seu mundo e dados culturais passam a ser abstraídos, calculados e recriados pelo computador.
Aparelhos como celulares (minicomputadores), que já na própria antologia do nome já demonstra a pretensão de ser mais um órgão humano, se assemelha muito mais as antigas ferramentas por ser de uso manual e de fácil deslocação, se pressupõe que cada vez mais tanto o habitar como também o corpo humano estará sobreposto junto ao tempo e espaço nulo da esfera digital.
A abstração do mundo concreto a suas simulações imateriais encontrou no computador o seu suporte ideal, todas as manifestações imateriais desenvolvidas pelo pensamento humano se encontra agora presente através da grande rede "a internet", o corpo humano passa a ficar cada vez mais obsoleto se não manter uma performance virtual condizente a nova esfera que se configura, a consciência humana e as dimensões e sensações da percepção de seu corpo e do planeta passa a ser alterada de forma radical neste novo ambiente que se denomina como cultural digital.
A presença e ausência, o corpo e a tecnologia, a crítica à evolução linear e a transfiguração da natureza em ambientes sintéticos computacionais e cidades poluídas, e entendendo o planeta como um grande organismo vivo, a performance "O BIXO" vem através desses meios tecnológicos artificiais voltados neste caso à percepção artística e a presencia corporal, funcionar como um índice dos desafios e sensações que enfrenta o homem contemporâneo, na tentativa de dar continuidade a sua experiência de vida em meia a tantos ambientes e pensamentos sintéticos a respeito de si, levantando assim uma reflexão de forma simbólica espelhada na relação atemporal da pessoa humana e sua tecnologia.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
O Erótico e o estético
Do amor e do ardor, quando olhamos um ao outro recebendo o gesto que nos provoca prazer e carinho ao mesmo tempo. Nessa troca de olhares e de calores táteis corações e corpos se acendem e se inebriam um com o outro, desvelando o tesouro do afeto e do desejo escondidos pelas situações sociais. Todo esse enleio, esse encantamento íntimo sofre a prova do deslocamento de lugar seja na literatura, no cinema, ou qualquer outra manifestação. Saindo dessas quatro paredes, corre-se o risco de ficar obsceno, palavra que vem da linguagem teatral e indica o que está fora de cena. Nesse momento é posta a prova aquela energia e desejos gerados numa intimidade com a parceira ou parceiro, e nos vemos frente a frente com a publicidade do prazer e da intimidade. Nesse espelho que é a cultura, que são as obras humanas, reaparecem essas cenas protegidas pelo segredo de quatro paredes. E é aí que a nossa sensibilidade e nosso pensamento são postos à prova. Somos desafiados por essas imagens ou palavras, nos excitamos ou nos chocamos, estamos naquela posição da pessoa que está observando, fora da cena, as pessoas e achando ridículas as pessoas que se remexem ao som de uma música, estranhando aquilo que há minutos atrás desfrutávamos alegre e despreocupadamente, ou pelo contrário, ficando com mais vontade de entrar na dança.
Como não quero colocar observações morais o que complicaria a questão, me limito a mostrar o quanto o olhar fora da cena do que é vivenciado, abre o campo para uma outra sensibilidade ou um outro pensamento atuar na recepção, já agora de uma obra, seja literária, refinada estilísticamente, ou visual, atravessadas pelos valores da composição estética, ou de uma atitude reflexiva; Ou trate-se de um produto do entretenimento mais fácilmente digerível e de fruição imediata. Até o meu texto todo cuidadoso, pode provocar algum tipo de arrepio ou de imaginação. De qualquer maneira, sempre se estará, na minha opinião, entrando na tensão do que é vivenciado, do que tem a sua verdade naquele momento, e do que está fora da cena, a mostrar-se como num espelho, nos tirando da postura anestética, e tocando as fibras do nosso segredo afetivo e sensual.

