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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Perfor 1 - Brasil Performance 2010


Programação CCE_SP

Dia 13/11 Abertura, 14 horas
Mesas de debates – sempre às 14h30

13/11 – Pedagogia da Performance  Convidado especial: Valentin Torrens (professor, performer, autor de Pedagogia de la Performance)
com Bia Medeiros (Profa. Da UnB, performer, coordenadora do grupo Corpos Informáticos), Naira Ciotti (performer, profa. Do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRN) e Fernando Villar (professor da UnB, performer e diretor teatral).

14/11 – Performance e Tecnologia  com Álvaro Uña (diretor da emotique.com e artista visual), Otávio Donasci (Professor da PUC-SP, artista multimidia e videoperformer) Guto Lacaz (arquiteto e artista plástico) e Rogério Borovik (performer e artista visual).

15/11 – Performance e Políticas Culturais  com Lucio Agra (poeta, performer, professor da Graduação em Comunicação das Artes do Corpo da PUC-SP), na área de Performance. Julio Mendonça (poeta, foi diretor do Depto. de Ações Culturais de S. Bernardo do Campo e é consultor do Instituto Pólis), Márcio Almeida (artista plástico e coordenador geral do SPA das Artes) e Maria das Graças dos Santos (Profa Mestre pela USP, ex-responsável pelo Núcleo Fomento Teatro SMC/SP).


Palestras – sempre às 17h30

13/11 – Performance e psiquismo Artur Matuck (professor, escritor e artista)

14/11 – Projeto Descanso Gustavo São Jorge (performer, mestre em estética e historia da arte USP)

15/11 – O que é o Projeto Vocacional Luciana Schwinden (atriz do Teatro da Vertigem e coordenadora do Projeto Vocacional SMC/SP)


Performances, 20 horas

Dia 13/11

- Cabelódromo, Grasiele Sousa (15')
- futuro dito, Gustavo São Jorge (30')
- Lembrança da Bahia, Nicephor Herrantes (15')

Dia 14/11

-Passos Inominados, Coletivo Contratempos (30’)
-Atame: a angústia do precário, Wilton Azevedo e Grupo InterActo (30')
-Secret Axis, Anabel Andres/Vanderlei Lucentini (12')

Dia 15/11

-Re+alejo, Marko Concá (30')
-Infância, Samira Br (15’)
-Secofelia, Josefa Pereira (20’)

Programação Cine Galpão:



Dia 16/11, 20 horas  Performance:
-Inconstâncias, Amor Experimental (30')
-Dermatoglifia, Lilian Soarez (20’)
-Mostra de Registros Performáticos (60’)

Encerramento

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Instituto Sérgio Motta - 10 anos

Festival HTTPpix: inscrições até 14 de junho


As inscrições do HTTPpix encerram-se na próxima segunda-feira (14/6). O HTTPpix é um festival de fotografia on-line. Para participar, envie até 6 fotos em que você apareça com as marcas mais presentes no seu cotidiano. O Festival acontece no Flickr e está aberto a participantes de todo o país, sem limite de idade. Três finalistas ganharão prêmios de R$ 1.500,00 cada. O HTTPpix faz parte das ações do Instituto Sergio Motta na Internet, que conta ainda com os Festivais HTTPvideo e HTTPsom. Inscreva-se / Acompanhe o Blog do Festival / Veja as fotos que já estão concorrendo

sábado, 18 de outubro de 2008

O BIXO

Foto: Fernanda Echuya - Respect - 2008

A maior parte de análise sobre uma possível evolução humana e sua capacidade de codificar as leis da natureza a fim de constituir uma cultura própria se deu através da sofisticação, do desenvolvimento e do avanço das habilidades de suas ferramentas. Ferramentas essas que passou a registrar todo o seu processo histórico e modificando também o espaço e tempo de seu habitar, na qual o homem se via cada vez mais condicionado ao seu uso, não podendo mais assim conceber o mundo sem o uso dessas suas extensões artificiais.

Os cincos sentidos humano de percepção passaram, portanto a interpretar e a imitar através de suas ferramentas as leis da natureza, interagindo cada vez mais no ambiente do planeta à medida que suas extensões ferramentais iam alcançando mais fundo na natureza, ia sendo filtrando assim a sua experiência de vida e o desenvolvimento de seu pensamento em função da razão e da sua lógica artificial do uso dessas ferramentas.

Assim cada época passou a desenvolver uma tecnologia específica, devido ao círculo vicioso de condicionamento que homem enfrentava para manter a sobrevivência de sua cultura e dar continuidade ao processo histórico de sua experiência de vida. Se analisarmos partindo desse ponto de vista, veremos que a tecnologia não sofre uma evolução de projeção linear de desenvolvimento e sim de uma adaptação para codificar os fenonêmo no caso aqui tanto naturais como humanos, criando assim um terreno fértil para dar continuidade ao condicionamento de aperfeiçoamento de sua engrenagem e por tabela manter sua força motora e criadora que nesse caso passa a ser o homem em seu perfeito domínio.

Então cabe aqui falar que quem evolui não é o homem e sim a sua tecnologia, suas extensões artificiais é quem abre campo de pesquisa e sensações do mundo que o cerca dirigindo os seus sentidos a explorar a vida através de artifícios e deduções racionais, é através da experiência tecnológica que o homem pauta a sua vida.

Esta inversão de valores já foi analisada por diversos teóricos no decorrer da história depois da revolução industrial na quais as ferramentas que o homem cercava passaram à cerca o homem e se transformaram em máquinas, constituindo assim um ambiente frio e insólito nas quais as teorias de Karl Max foram se desenvolvendo até sugerir várias reflexões sobre o processo de alienação que enfrentava o homem devido ao direcionamento e uso das ferramentas que depois do processo industrial se transformaria no processo chave da produção em larga escala e acúmulo de capital condenando a maior parte da humanidade a ter uma vida e trabalho subumano a ritmos mecânicos na qual se concentrou toda crítica ideológica do início do século XX.

Como toda experiência da vida humana passa a ser vivida, filtrada e produzida pelas máquinas, passa a ser alterado de vez o sentido da cultura e da comunicação e das ideologias humana, os detectores desde maquinário irão degustar de um poder incomparável a outras épocas, de difícil julgamento, já que eles servem também ao sistema de programação autônomo do desenvolvimento tecnológico que aponta sempre como solução entusiasta a resolver os problemas da humanidade.

Com a invenção da fotografia, cinema, rádio, televisão, vídeo imagens e computadores todo ambiente cultural humano passa a ser programado, calculado e abstraído pela força produtora industrial e econômica, Vilém Flusser e Mc Luhan em suas teorias já alertavam para as mutações sensoriais e a tendência da transfiguração do ambiente industrial pelo ambiente sintético total, a Era Digital.

O Homem aos poucos vai parando de criar através mundo com as matérias primas e secundárias que são transformadas pelas máquinas e passa a criar agora direto da esfera digital ligados a plugs e aparelhos que cada vez mais se aproxima de seu corpo na tendência de conectar de vez seu corpo orgânico a suas extensões sintéticas, todos os seus sentidos, seu mundo e dados culturais passam a ser abstraídos, calculados e recriados pelo computador.

Aparelhos como celulares (minicomputadores), que já na própria antologia do nome já demonstra a pretensão de ser mais um órgão humano, se assemelha muito mais as antigas ferramentas por ser de uso manual e de fácil deslocação, se pressupõe que cada vez mais tanto o habitar como também o corpo humano estará sobreposto junto ao tempo e espaço nulo da esfera digital.

A abstração do mundo concreto a suas simulações imateriais encontrou no computador o seu suporte ideal, todas as manifestações imateriais desenvolvidas pelo pensamento humano se encontra agora presente através da grande rede "a internet", o corpo humano passa a ficar cada vez mais obsoleto se não manter uma performance virtual condizente a nova esfera que se configura, a consciência humana e as dimensões e sensações da percepção de seu corpo e do planeta passa a ser alterada de forma radical neste novo ambiente que se denomina como cultural digital.

A presença e ausência, o corpo e a tecnologia, a crítica à evolução linear e a transfiguração da natureza em ambientes sintéticos computacionais e cidades poluídas, e entendendo o planeta como um grande organismo vivo, a performance "O BIXO" vem através desses meios tecnológicos artificiais voltados neste caso à percepção artística e a presencia corporal, funcionar como um índice dos desafios e sensações que enfrenta o homem contemporâneo, na tentativa de dar continuidade a sua experiência de vida em meia a tantos ambientes e pensamentos sintéticos a respeito de si, levantando assim uma reflexão de forma simbólica espelhada na relação atemporal da pessoa humana e sua tecnologia.


Texto: Cristiano Feitosa do Vale - Coletivo Salamandra