domingo, 11 de julho de 2010
Romance Andante
Imagens do Projeto Salamandra em ações performáticas, realizadas no centro da cidade de São Paulo (Vale do Anhangabaú, Teatro Municipal e Viaduto do Chá) e no evento de música eletrônica Respect Arte e Cultura no ano de 2008.
O tempo e a movimentação se orientalizando em meio ao caos ocidental.
O Ver Vermelho Vertéria da Flor Adriane Gomes
Performer: Adriane Gomes
Fotografia: Fernanda Echuya
Edição: Cristiano Feitosa
domingo, 13 de junho de 2010
Senkrecht Vertical - Projeto Salamandra
Projeto Final de Performance do Curso de Comunicação das Artes do Corpo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP - Projeto Salamandra - 2008.
sábado, 10 de abril de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
domingo, 20 de dezembro de 2009
PUC.SP - Meninas João - Performance
terça-feira, 22 de setembro de 2009
VI Festival de Apartamento
http://festivaldeapartamento.blogspot.com/
Organização:
Thaíse Nardim
Ludmila Castanheira
Rodrigo Emanoel Fernandes
Programação das Performances Confirmadas:
Montagem
Ludmila Castanheira
Era impossível imaginar como seria a cara lambuzada de cores, a espessa crosta de pó-de-arroz com dois remendos de carmim nas bochechas, as pestanas postiças, as sobrancelhas e pálpebras que pareciam pintadas com tição, e os lábios aumentados com um verniz de chocolate. Mas nem os trapos nem as tinturas eram suficientes para dissimular seu gênio: o nariz altivo, as sobrancelhas encontradas, os lábios intensos. Pensei: Um meigo touro de briga
(Gabriel García Marquez).
mel-o-drama II
Thaíse Nardim
FelicidadeagoraVocêmedeixouefoiemboraFelicidadeeunãosei DevocênemdemimDeixeiquevocêsefosseagorasofroSemvocêaqui FelicidadeescutaEvêsemeentendeemedesculpa Felicidadeeunãosei DevocênemdemimDeixeiquevocêsefosseagorasofroSemvocêaqui ÉbempossívelquevocêseesqueçaDetudoquehouveentrenós MasaconteçaoqueacontecerEstareidoseuladoPorqueteamojánão seidenósdoisDeixeiquevocêsefosseagorasofroSemvocêaqui
(o retorno da incrível máquina de clichês românticos)
aconteça-me
Rodrigo Emanoel Fernandes
... não há destino, mas tampouco há livre-arbítrio... o que me toca, o que me acontece, vem até mim através de outros, equipados com aquilo que eu mesmo (in)conscientemente liberei no mundo, embora incapaz de saber quando e de que forma o retorno se daria... me submeto, num exercício de arrogante humildade, não sem receio, mas ansioso e até mesmo com certa esperança de que parte da fome que resiste a ser traduzida obtenha uma ligeira satisfação...
sem título (2009)
Tiago de Mello
Ora, uma coisa é evidente: o Cosmo é um organismo vivo que se renova periodicamente. O mistério da inesgotável aparição da Vida é solidária à renovação rítmica do Cosmo. Por essa razão, o Cosmo é imaginado pela forma de uma árvore: o modo de ser do Cosmo e, em primeiro lugar, sua capacidade de regenerar-se infinitamente, é expresso simbolicamente pela vida da árvore. (Mircea Eliade)
Sem Título
Henrique Iwao
Objetos - pentes, tampinhas de garrafa, canivete, alicates, cola quente, serrinha, sugador de solda, utensílios domésticos - são amplificados por microfones de contato e combinados com eletrônicos analógicos, bonecas e brinquedos modificados. São manipulados de modo que a ação seja: i. voluntária e eficaz; ii. involuntária e eficaz; iii. voluntária e ineficaz; iv. Descuidada. O resultado é um solo de música, provavelmente.
EU PAGO
Paula Barros
Trabalho desenvolvido durante o curso de graduação em performance, pela PUC-SP, onde a atriz e performer Paula Barros, externa o desespero do ato de "pagar". Pagar contas, pagar para comer, para dormir, para vestir, para divertir, para ter um corpo saudável, para morar... enfim, chamar a atenção ao ato corriqueiro do pagamento. Utilizando o corpo explicitamente como única mídia de comunicação, ao som do hino nacional brasileiro, a ação busca exprimir as marcas da sociedade contemporânea consumidora no corpo. É simplesmente um grito do corpo a tudo o que está PAGO, inclusive ao próprio corpo.
Enganos
Grupo Incógnita
Concepção/intérprete: Urubatan Miranda da Silva
Dramaturgia: Ricardo Barbosa
Agora inundado em toda minha insanidade
vejo o menino Jesus triste num canto escuro
anestesiado com a estupidez da humanidade.
Nesse instante rumino meus próprios pensamentos
misturados com todos os enganos dos meus olhos.
O sexo, a carne, o sangue que mancham meus pés
e me empurram para um abismo escuro e frio
e marcam meu peito...Sufoco!
Sinto a vida partida em minhas veias necrosadas
e entre a turbulência de meus pensamentos
debruço completamente enovelado
com a música triste que sai de meus lábios
entrelaçados com a respiração que finda...sofro!
Estranho, você não é cego
Saudáveis Subversivos / Zecora Ura Theatre
Performer: Flávio Rabelo – o estranho
Participação: Patrik Vezali
"A reflexão é (...) sobreposição de dois olhares e isto porque olhar é antes do mais olhar um olhar. Se não olhasse um olhar, apenas veria. Mas se olha, é porque espera um movimento de retorno." (José Gil)
“Do que é feito o invisível que te atravessa?”
Motivados por esta dúvida, os performers estabelecem um jogo com o espaço e os corpos dos participantes, colhendo os fragmentos das frases jogados ao vento enquanto tecem suas ações.
Esta performance faz parte da série em processo ,Corpoestranho.
m(ar) úmido
Gustavo Torrezan
Dois Atores ou atrizes trajados totalmente de branco ou na cor crú, descalços e com um esborrifador transparente que contém água e sal grosso ocuparão o ambiente esborribando água – irão tambem esborrifar uma na outra e quando se sentirem a vontade ou estimulados(as) farão o mesmo em outras pessoas.
Na Casa da Salamandra
Projeto Salamandra - Adriane Gomes, Cristiano Feitosa, Diego Avila, Guilherme Godoy
A Salamandra abre as portas do seu espaço de criação via webcam.
O Projeto Salamandra realiza um happening dentro de seu espaço de criação. Desenvolvendo ações para o festival, o grupo vai abordar o conceito das videoconferências a partir da luz, da direção de fotografia e da manipulação da realidade. De São Paulo, a apresentação será transmitida para o festival via webcam.
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Entrada livre, mas uma garrafa de vinho é muito bem recebida. Dia 26 de Setembro de 2009, a partir das 20 horas, na Rua Olyntho de Barros, 94(fundos), Residencial Burato, Barão Geraldo, Campinas/SP Pra quem vem de ônibus: ônibus 3.32 (terminal urbano acessível pela própria Rodoviária de Campinas) ou 3.31 (ponto próximo a entrada da rodoviária, na "Governador Pedro de Toledo") até o Terminal Barão Geraldo. No terminal pegar 3.20, 3.24 ou 3.27 e descer no segundo ponto da Rua Gilberto Pattaro. Pra quem vem de carro: a partir da entrada de Barão Geraldo, seguir pela Avenida Santa Isabel até o Posto de Ponta (único posto à direita), virar à esquerda, sentido Real Parque, e seguir pela Rua Gilberto Pattaro até a Rua Olyntho de Barros.
domingo, 17 de maio de 2009
KLEIN Vídeodança - Projeto Salamandra
Adriane Gomes
Performer
Guilherme Godoy
Edição
Cristiano Feitosa
Câmera
Imagens: Brasil - Holanda
sexta-feira, 15 de maio de 2009
V Festival de Apartamento - Performance - Projeto Salamandra
Adriane Gomes: Performer
Guilherme Godoy: Câmera tempo real e edição
Diego Avila: Live Image
André Nankran: Captação de imagens
Carol Susmeian: Assistente
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Projeto Salamandra no Vermont - Itaim
Fotos:
Mais fotos? www.flickr.com/projetosalamandra
sábado, 18 de outubro de 2008
O BIXO
A maior parte de análise sobre uma possível evolução humana e sua capacidade de codificar as leis da natureza a fim de constituir uma cultura própria se deu através da sofisticação, do desenvolvimento e do avanço das habilidades de suas ferramentas. Ferramentas essas que passou a registrar todo o seu processo histórico e modificando também o espaço e tempo de seu habitar, na qual o homem se via cada vez mais condicionado ao seu uso, não podendo mais assim conceber o mundo sem o uso dessas suas extensões artificiais.
Os cincos sentidos humano de percepção passaram, portanto a interpretar e a imitar através de suas ferramentas as leis da natureza, interagindo cada vez mais no ambiente do planeta à medida que suas extensões ferramentais iam alcançando mais fundo na natureza, ia sendo filtrando assim a sua experiência de vida e o desenvolvimento de seu pensamento em função da razão e da sua lógica artificial do uso dessas ferramentas.
Assim cada época passou a desenvolver uma tecnologia específica, devido ao círculo vicioso de condicionamento que homem enfrentava para manter a sobrevivência de sua cultura e dar continuidade ao processo histórico de sua experiência de vida. Se analisarmos partindo desse ponto de vista, veremos que a tecnologia não sofre uma evolução de projeção linear de desenvolvimento e sim de uma adaptação para codificar os fenonêmo no caso aqui tanto naturais como humanos, criando assim um terreno fértil para dar continuidade ao condicionamento de aperfeiçoamento de sua engrenagem e por tabela manter sua força motora e criadora que nesse caso passa a ser o homem em seu perfeito domínio.
Então cabe aqui falar que quem evolui não é o homem e sim a sua tecnologia, suas extensões artificiais é quem abre campo de pesquisa e sensações do mundo que o cerca dirigindo os seus sentidos a explorar a vida através de artifícios e deduções racionais, é através da experiência tecnológica que o homem pauta a sua vida.
Esta inversão de valores já foi analisada por diversos teóricos no decorrer da história depois da revolução industrial na quais as ferramentas que o homem cercava passaram à cerca o homem e se transformaram em máquinas, constituindo assim um ambiente frio e insólito nas quais as teorias de Karl Max foram se desenvolvendo até sugerir várias reflexões sobre o processo de alienação que enfrentava o homem devido ao direcionamento e uso das ferramentas que depois do processo industrial se transformaria no processo chave da produção em larga escala e acúmulo de capital condenando a maior parte da humanidade a ter uma vida e trabalho subumano a ritmos mecânicos na qual se concentrou toda crítica ideológica do início do século XX.
Como toda experiência da vida humana passa a ser vivida, filtrada e produzida pelas máquinas, passa a ser alterado de vez o sentido da cultura e da comunicação e das ideologias humana, os detectores desde maquinário irão degustar de um poder incomparável a outras épocas, de difícil julgamento, já que eles servem também ao sistema de programação autônomo do desenvolvimento tecnológico que aponta sempre como solução entusiasta a resolver os problemas da humanidade.
Com a invenção da fotografia, cinema, rádio, televisão, vídeo imagens e computadores todo ambiente cultural humano passa a ser programado, calculado e abstraído pela força produtora industrial e econômica, Vilém Flusser e Mc Luhan em suas teorias já alertavam para as mutações sensoriais e a tendência da transfiguração do ambiente industrial pelo ambiente sintético total, a Era Digital.
O Homem aos poucos vai parando de criar através mundo com as matérias primas e secundárias que são transformadas pelas máquinas e passa a criar agora direto da esfera digital ligados a plugs e aparelhos que cada vez mais se aproxima de seu corpo na tendência de conectar de vez seu corpo orgânico a suas extensões sintéticas, todos os seus sentidos, seu mundo e dados culturais passam a ser abstraídos, calculados e recriados pelo computador.
Aparelhos como celulares (minicomputadores), que já na própria antologia do nome já demonstra a pretensão de ser mais um órgão humano, se assemelha muito mais as antigas ferramentas por ser de uso manual e de fácil deslocação, se pressupõe que cada vez mais tanto o habitar como também o corpo humano estará sobreposto junto ao tempo e espaço nulo da esfera digital.
A abstração do mundo concreto a suas simulações imateriais encontrou no computador o seu suporte ideal, todas as manifestações imateriais desenvolvidas pelo pensamento humano se encontra agora presente através da grande rede "a internet", o corpo humano passa a ficar cada vez mais obsoleto se não manter uma performance virtual condizente a nova esfera que se configura, a consciência humana e as dimensões e sensações da percepção de seu corpo e do planeta passa a ser alterada de forma radical neste novo ambiente que se denomina como cultural digital.
A presença e ausência, o corpo e a tecnologia, a crítica à evolução linear e a transfiguração da natureza em ambientes sintéticos computacionais e cidades poluídas, e entendendo o planeta como um grande organismo vivo, a performance "O BIXO" vem através desses meios tecnológicos artificiais voltados neste caso à percepção artística e a presencia corporal, funcionar como um índice dos desafios e sensações que enfrenta o homem contemporâneo, na tentativa de dar continuidade a sua experiência de vida em meia a tantos ambientes e pensamentos sintéticos a respeito de si, levantando assim uma reflexão de forma simbólica espelhada na relação atemporal da pessoa humana e sua tecnologia.



