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sexta-feira, 4 de março de 2011
segunda-feira, 19 de julho de 2010
GERALD THOMAS - Um período de silêncio para um retorno cheio de inquietações!
Escrevi sobre o Manifesto de Gerald Thomas e lá eu dizia exatamente sobre esta passagem (tempo/espaço) que os artistas necessitam em suas vidas, é uma verdadeira alegria essa notícia, não pelo simples fato de um artista voltar a fazer sua obra, mas por que cada obra tem um valor na vida das pessoas, a arte é agente mutante e transformador, a obra de Gerald faz isso com as pessoas, é notável como o belo e o grotesco em suas obras caminham juntos, e asssim entre platéia e admiradores da sua obra, está sua criação!
Na entrevista ao qual o jornalista afirma a volta dos que não foram, eu fiquei pensando... foi para onde?
Gerald na minha opinião estava engasgado com algo e isso precisava descer e ser digerido. Digerir significa parar de comer e sentir tudo sendo esmagado, triturado e por fim... Merda!!!!
Acompanhar o blog e os textos me fazem conhecer um pouco da produção e dá uma vontade de ver de perto tudo acontecer, mas claro que esse trabalho se vier para o Brasil, o Projeto Salamandra não poderá perder!
breve estréia com tempo marcado!
Nove meses depois de anunciar que abandonara o teatro, o diretor recria, em Londres, a sua companhia;
estréia é em outubro
estréia é em outubro
Estrevista a Arnaldo Bloch
Frames reproduzidos de filmagem em igreja londrina
Parecia coisa de futebol, mas sem direito a despedida em grande arena (apesar de as arenas estarem tanto para as artes cênicas quanto para os esportes): em setembro do ano passado, Gerald Thomas dizia adeus ao teatro numa longa carta em seu blog, com um título igualmente longo (“Manifesto/Minha Independência ou Morte - Tudo a Declarar - It’s a Long Good Bye”).
Num mundo interconectado onde, a seu ver, a cultura, a História e a arte de transformar que ele conhecera se perdem em frivolidades, Gerald preferia partir para outra a render-se ao iTheatre. Eis que, nove meses depois, como sói entre atletas arrependidos, o diretor volta, na moita, aos palcos, recriando em Londres — território onde pouco trabalhou — sua Dry Opera Company (Companhia da Ópera Seca). Nesta entrevista, direto de Nova York, mais novidades. O GLOBO: O que o fez mudar de ideia tão rápido?
GERALD: Conversei com amigos, dentre eles Philip Glass, e percebi que mesmo esses momentos de se sentir um zero à esquerda faziam parte do que somos. Mas sair é uma coisa: sai-se por esgotamento, como foi o caso em setembro do ano passado. Olhei para minha vida e meu trabalho, e não Gostei do que vi. Entrar de novo é mais parecido com ter que pedir licença para viver. Comecei a construir o caminho de volta pela Inglaterra da minha adolescência, onde casei as três primeiras vezes e criei um filho, mas que não me conhecia bem e com a qual tenho uma relação de amor e ódio.
GERALD: Conversei com amigos, dentre eles Philip Glass, e percebi que mesmo esses momentos de se sentir um zero à esquerda faziam parte do que somos. Mas sair é uma coisa: sai-se por esgotamento, como foi o caso em setembro do ano passado. Olhei para minha vida e meu trabalho, e não Gostei do que vi. Entrar de novo é mais parecido com ter que pedir licença para viver. Comecei a construir o caminho de volta pela Inglaterra da minha adolescência, onde casei as três primeiras vezes e criei um filho, mas que não me conhecia bem e com a qual tenho uma relação de amor e ódio.
O GLOBO: Da ida à volta, foi exatamente o tempo de um parto.
GERALD: Um parto de quíntuplos, porque é duro parir uma identidade em vez de uma peça. Você redescobre sua obra inteira e a enxerga como se estivesse vendo algo de um estranho. Não reconhece nada. Olha tudo aquilo justamente como as pessoas que diziam que não entendiam o teatro de Gerald Thomas. Ao renascer, vou me expondo a esse povo todo em Londres sem saber o que está pela frente...
GERALD: Um parto de quíntuplos, porque é duro parir uma identidade em vez de uma peça. Você redescobre sua obra inteira e a enxerga como se estivesse vendo algo de um estranho. Não reconhece nada. Olha tudo aquilo justamente como as pessoas que diziam que não entendiam o teatro de Gerald Thomas. Ao renascer, vou me expondo a esse povo todo em Londres sem saber o que está pela frente...
O GLOBO: Como tem sido o processo de seleção e quando pretende estrear? Já existe o embrião de um primeiro texto?
GERALD: Vi perto de 600 atores em uma semana. Aproveitei um monte. Vamos ver quem resiste ao workshop em agosto
para a estreia em outubro. Vou desenvolver textos para pessoas como o Kevin, um extraordinário ator, a Maria de Lima, portuguesa com sotaque londrino, ou Dan, com aquela cara de judeu que deixa claro de onde viemos e que vamos para a lama. Estou brincando com o título Cain Unable: foneticamente soa como Cain and Abel, os dois irmãos bíblicos, mas quer dizer Caim incapacitado. Os atores ingleses têm uma incrível energia. Podem não ter muita cultura, e isso me impressionou: a grande maioria não sabia quem era Samuel Beckett ou Richard Wagner, nem definir homo sapiens. Mas aqui em Nova York a atmosfera do East Village e do teatro de onde venho está cansada. O establishment venceu mesmo! Quase não há resistência... Já no teatro britânico existe uma longa história de agitprop theater, ou seja, o teatro do opositor.
GERALD: Vi perto de 600 atores em uma semana. Aproveitei um monte. Vamos ver quem resiste ao workshop em agosto
para a estreia em outubro. Vou desenvolver textos para pessoas como o Kevin, um extraordinário ator, a Maria de Lima, portuguesa com sotaque londrino, ou Dan, com aquela cara de judeu que deixa claro de onde viemos e que vamos para a lama. Estou brincando com o título Cain Unable: foneticamente soa como Cain and Abel, os dois irmãos bíblicos, mas quer dizer Caim incapacitado. Os atores ingleses têm uma incrível energia. Podem não ter muita cultura, e isso me impressionou: a grande maioria não sabia quem era Samuel Beckett ou Richard Wagner, nem definir homo sapiens. Mas aqui em Nova York a atmosfera do East Village e do teatro de onde venho está cansada. O establishment venceu mesmo! Quase não há resistência... Já no teatro britânico existe uma longa história de agitprop theater, ou seja, o teatro do opositor.
O GLOBO: Em setembro você dizia não estar pronto para o iTheatre. A nova companhia incluirá o meio digital?
GERALD: Sim. O próprio material dos testes já está disponível em Vimeo (melhor que YouTube porque comporta uma hora ou mais). Mas iTheater se ri a migrar para o território virtual. Isso, não! Porém, ter um departamento de mídias, incluindo a tecnologia G4, sim, com prazer.
GERALD: Sim. O próprio material dos testes já está disponível em Vimeo (melhor que YouTube porque comporta uma hora ou mais). Mas iTheater se ri a migrar para o território virtual. Isso, não! Porém, ter um departamento de mídias, incluindo a tecnologia G4, sim, com prazer.
O GLOBO: Você vai se transferir de NY para Londres? Está casado?
GERALD: Desde dezembro passado estou nessa ponte NY-LON: acho que não consigo me desgrudar mais dessas calçadas. Casei de novo, sim, mas não estou a fim de dizer com quem nem dar detalhes.
GERALD: Desde dezembro passado estou nessa ponte NY-LON: acho que não consigo me desgrudar mais dessas calçadas. Casei de novo, sim, mas não estou a fim de dizer com quem nem dar detalhes.
O GLOBO: Como estão os outros projetos? Cinema e o livro “Suicide note”...
GERALD: Fiz um ensaio, que está no meu videolog, intitulado “Book”. Não é cinema, não é teatro, mas sim uma narrativa, um fio condutor de imagens e ideias que irão pontuar o filme cujo título será “Copywriter” (ideia de Claudio Martins), já que o original, “Ghost writer”, foi literalmente roubado pelo Polanski. Tem gente captando em vários lugares, inclusive no Brasil. Será uma espécie de thriller, inteiramente em película.
GERALD: Fiz um ensaio, que está no meu videolog, intitulado “Book”. Não é cinema, não é teatro, mas sim uma narrativa, um fio condutor de imagens e ideias que irão pontuar o filme cujo título será “Copywriter” (ideia de Claudio Martins), já que o original, “Ghost writer”, foi literalmente roubado pelo Polanski. Tem gente captando em vários lugares, inclusive no Brasil. Será uma espécie de thriller, inteiramente em película.
O GLOBO: Um de seus últimos trabalhos no Brasil foi sobre sua mãe, que falecera. Como andam seus diálogos com ela?
GERALD: Nossa, você instalou microfones aqui em casa? Tenho pensado muito, muito nela. Em como não consegui lidar direito com os últimos anos. E que a coisa teve que se resumir numa peça, através da qual tentei pedir perdão.
O GLOBO: Pelo quê?
GERALD: Falhei em tudo. Não estive lá quando ela mais precisou de mim. Coloquei-a num asilo e achei que estava o.k. Não, não estava.
GERALD: Falhei em tudo. Não estive lá quando ela mais precisou de mim. Coloquei-a num asilo e achei que estava o.k. Não, não estava.
O GLOBO: Você assistiu à Copa?
GERALD: Claro. Fiquei muitíssimo triste com a saída do Brasil. Quase morro.
GERALD: Claro. Fiquei muitíssimo triste com a saída do Brasil. Quase morro.
O GLOBO: E quando você passa por aqui?
GERALD: Nunca excluo o Brasil. Mas, se eu for esperar um convite, fico sentado e viro estátua de sal.
PS: esta tudo aí!!! Londres amor! Londres!
sábado, 26 de junho de 2010
Alberto Guzik - ator e escritor, morre aos 66 anos.
"Guzik foi um dos idealizadores da escola de artes dramáticas SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco, inaugurada em 2009 e localizada no bairro do Brás, em São Paulo."
Nome importante do teatro nacional morreu após lutar contra câncer. Homenagem a Guzik acontece neste sábado (26) em crematório de SP.
Do G1, em São Paulo
...do rio letes, e também o término de minha viagem ao reino de hades. estou muito cercado de afeto, de amor, de boas energias, de bons fluidos. com muita luz em meu espírito eu me despeço temporariamente de todos vocês, desejando que, enquanto eu estiver longe, a vida de todos floresça do mais belo e prazeroso e frutífero dos modos. dionisos será meu guia nessa viagem, que nada terá de teatral, mas será profundamente vital. evoé!!! ...
A transubstância de Cecilia Meireles num domingo de Carnaval
Sem Corpo Nenhum
"Sem corpo nenhum,
como te hei de amar?
— Minha alma, minha alma,
tu mesma escolheste
esse doce mal!
Sem palavra alguma,
como o hei de saber?
— Minha alma, minha alma,
tu mesma desejas
o que não se vê!
Nenhuma esperança
me dás, nem te dou:
— Minha alma, minha alma,
eis toda a conquista
do mais longo amor!"
'Poemas (1942-1959)'
O ator, escritor e crítico teatral Alberto Guzik, morto
aos 66 anos, em São Paulo. (Foto: Divulgação)
Morreu neste sábado (26) em São Paulo o ator e escritor Alberto Guzik. Conhecido por sua carreira e importância no teatro nacional, ele faleceu aos 66 anos, após lutar contra um câncer no estômago. Ele estava internado no Hospital Santa Helena desde fevereiro.
Uma cerimônia será realizada às 16h30 deste sábado no Crematório da Vila Alpina, na zona leste da cidade.
Nascido na capital do estado em 1944, Guzik foi aluno da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo e estreou nos palcos em 1967. Em sua carreira, dirigiu e se envolveu na produção de espetáculos de atores essenciais à dramaturgia, como Sofócles, Arthur Miller e Bertold Brecht.
Além de ator, Guzik também foi escritor de peças e livros e trabalhou como crítico teatral para publicações como "O Estado de S. Paulo", "Jornal da Tarde" e "IstoÉ".
Guzik foi um dos idealizadores da escola de artes dramáticas SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco, inaugurada em 2009 e localizada no bairro do Brás, em São Paulo.
em breve
em breve vou me ausentar daqui do blog por algum tempo. e em breve também explicarei os motivos do meu afastamento. não vou nem desistir deste espaço nem abandoná-lo. ele tem sido um exercício muito importante de escrita desde que o iniciei, há quase quatro anos. não vejo o blog nem como um exercío jornalístico que me obrigue a ir atrás de furos de reportagem e nem como uma área destinada a exaltar meu ego e a glorificar meus feitos. reflito sobre o que faço e sobre o que vejo, e isso me faz bem, me dá prazer. gosto de dividir com os leitores que tenho minhas paixões pelo cinema, pelo teatro, pela música, pela literatura e pela vida. disciplinei-me a ponto de alimentar todos os dias o blog com textos longos ou curtos, com citações ou poemas ou trechos de livros que admiro. tornei este espaço um cantinho do qual eu observo o mundo e reajo a ele. então, podem ter certeza de que não será por vontade própria que me afastarei daqui. são as chamadas "forças maiores" que determinarão um período de silêncio. mas fiquem certos de que voltarei assim que tiver condições para isso. e já sei que morrerei de saudade desta arena em que pratico da melhor maneira que consigo a arte de partilhar com meus leitores tudo que vivo. enfim, não estou me despedindo já. estou apenas lançando um aviso aos navegantes. preparem-se para uma fase em que os dias e as horas ficarão em suspenso, aguardando o retorno do piloto à ação.
recado
não posso me afastar deste espaço sem deixar uma palavra para todos os diretores, arte-educadores, colaboradores e artistas aprendizes da sp escola de teatro - centro de formação das artes do palco. estamos no limiar da transformação do sonho em realidade. e se a realidade for áspera, como muitas vezes é, não se esqueçam jamais, de que as raizes dela estão no sonho. no sonho de construir a melhor escola de teatro que este país ja teve. uma escola tão boa, tão ampla, tão aventureira, que possa nos ajudar a mudar também este país, que anda tão precisado de sonhos. meus queridos. não estou fisicamente com vocês aí, agora, mas estou por inteiro aí, também. tenham a certeza disso. e nunca, nunca esqueçam que este projeto nasceu de um sonho, e de que é pelo sonho que tem de ser alimentado. viva a sp escola de teatro. lembrem-se de que somos todos servidores de dionisos. evoé!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Jogos de Assoprar
Cia da Insônia apresenta: Jogos de Assoprar
O que podemos fazer quando todas as coisas parecem não acontecer conforme esperávamos? E o que esperar quando as coisas todas que podemos fazer parecem não acontecer? Através de uma sucessão de construções imagético-performáticas, Jogos de Assoprar propõe aos nossos sentidos diferentes versões do que seriam o sucesso e o fracasso: Beckett relido (pelas lentes da micropolítica), um desfile de pequenas-grandes tragédias, um final com sabor de delicadeza.
Quando ? 28 de junho, às 21h
Onde? Teatro do SESI Vila Leopoldina - Rua Carlos Weber, 835 - Vila Leopoldina, São Paulo/SP.
Quanto ? Entrada Gratuita - retirar ingressos a partir das 20hs.
Direção e dramaturgia: Thaíse Nardim
Elenco: Anna Kuhl, Nádia Stevanato e Guilherme Andere
Assistência de direção: Maurício Zattoni
Produção: Anna Kuhl e Yasmim Bidim
Identidade Visual: Laura Teixeira
A Cia da Insônia é um grupo de teatro formado por artistas de São Carlos que realiza um trabalho dramatúrgico através de colaboração. O primeiro trabalho do grupo surgiu da pesquisa sobre a experiência do dormir, de não dormir, do sonhar e do despertar, que resultou na peça "Sessão Insônia 1 - A Santa", construída por improvisações em torno de uma menina que sonha que é santa e vê sua pureza entrar em conflito com suas características humanas. Em seguida, o grupo construiu uma instalação com performances materializando esta pesquisa na obra "Imaginário da Insônia", contemplada pelo 1° Edital Contato Universitário e apresentada durante o 3° CONTATO Festival Multimídia, em outubro de 2009.
http://twitter.com/
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